Gerenciadores de Janela, a saga

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Em software livre temos muitas opções. Nada mais justo, afinal você é livre para escolher entre essa ou aquela ferramenta. E no caso dos gerenciadores de janela não é diferente. Você tem várias opções: FluxBox, KDE, Gnome, WindowMaker, etc… 

Quando comecei a usar Linux, em 1999, eu comecei pelo KDE. Ele era o gerenciador de janelas padrão de 8 em cada 10 distribuições Linux. Esses números não tem base científica. Mas era a minha percepção. Afinal, essas distribuições usavam KDE: Slackware, Conectiva, Suse, Mandrake(Mandriva), pra citar algumas das principais. Usavam GNOME: Red Hat e Debian, pra citar apenas as principais. Eu era da dupla RPM/KDE. 

Eis que em 2005 resolvo testar um tal de Ubuntu. Era baseado no Debian, ou seja, usava o sistema de empacotamento .deb e usava o Gnome. Tenho que reconhecer que o choque foi grande. O KDE tinha muitas opções, no Gnome eu tinha algumas poucas. Eu sabia fazer tudo no rpm, mas nada no deb. A única coisa que me salvava era o APT-GET/Synaptic que usei muito na extinta Conectiva.

Assim adotei o Gnome como meu gerenciador de janelas preferido. Reinado do KDE: 1999-2005 (6 anos).

Eu perdi a conta de quantas vezes eu tentei voltar para o KDE. Mas o KDE 4 sempre me expulsava de volta para o Gnome. Ele tinha uma abordagem um pouco diferente do KDE 3 que eu era acostumado. E o Gnome estava ali… sóbrio, estático, e funcionando de acordo com o que eu precisava. Então sempre voltava pro Gnome. Mas… e sempre tem um mas,  a turma do Gnome resolve mexer com o time que estava ganhando. Começam o Gnome Shell tudo do zero. E a turma da Canonical resolve que eles não querem começar tudo do zero do jeito do Gnome, começam então tudo do zero do jeito deles, e criam o Unity.

Eu adoro novidades. Não sou avesso à mudanças. Mas eu penso que para lançar um gerenciador de janelas,  primeiro é preciso deixá-lo estável. E, depois, é preciso deixar o NOVO gerenciador de janelas pelo menos com os mesmos recursos do antigo. Antes disso ele não poderia nunca sair da fase ALFA ou BETA. E não é, definitivamente, o que acontece com o Unity e com o Gnome Shell. O Gnome Shell está mais estável que o Unity é verdade. Mas não possue todas os recursos que o Gnome 2 por exemplo. O Unity não vou perder meu tempo tentando explicar o quanto ele é imprestável. Pra mim, existe uma falha gritante de usabilidade com o Unity e, o fato de ele ter vindo guela abaixo, só me afasta-o dele. Qual é a falha de usabilidade? Bom, experimente acessar, sem ter que ficar mirando em pixel à esquerda ou a direita, um botão ou área próxima da barra lateral dele. Ela sempre encobre, roubando o foco, o que você quer acessar. Por exemplo o botão voltar do Firefox. Só pra citar um exemplo. Eu já tive acesso de fúria por causa disso.

Dai esses dias resolvi retornar ao KDE. Porque não? Instalei o openSUSE. Muitos podem torcer o nariz. Mas acho o openSUSE uma boa distribuição. E surpreendentemente, estou adorando o KDE. Eu fiquei me perguntando essa semana toda: PORQUE, PORQUE cargas dágua eu perdi tanto tempo usando o Unity ou o Gnome Shell? Estou ficando velho? Com medo das mudanças? 

A experiência está sendo deveras interessante. Eu não sei subir um serviço em linha de comando no openSUSE(sistemctl, WTH?). O tethering do iPhone não funciona nele(isso ainda vai dar assunto pra outro post). Mas eu quero que tudo vá pra PQP! Não vou mais voltar pra toca do TUTU, leia-se zona de conforto. Onde tudo funciona, mas eu não sei nem como ou o porque funciona. Pra quem é user Desktop, OK. Pode ser uma boa não se preocupar com isso. Mas pra quem trabalha com Software Livre não saber como a coisa funciona por baixo do capô? Isso incomoda. Pois é, agora tenho bastante coisa pra fazer… primeiro domar o openSUSE. Quem quiser sugerir documentação ou seja lá o que for, estou aberto a sujestões.

Daí eu concluo este post com o seguinte: reinado do Gnome 2005 até 2011, ou seja, 6 anos.

E a saga continua.

Ressurreição

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Esta é a palavra mais adequada para este post. Afinal, o último post tem mais de um ano. Mas porque estou voltando? Ou porque parei? Tá confesso que a finalidade que dei para o blog, tecnologia (software livre), deixou de ser uma coisa que eu me empolgasse e me fizesse escrever. Deixei de ser tão fanático por Software Livre e comecei a apreciar outras coisas muito além de tecnologia da informação, seja ela proprietária ou livre.

Hoje, estou mais preocupado com outros temas como: política, literatura, artes, família, etc. E vi nessa gama de assuntos uma oportunidade única de começar a escrever.

Durante minha ausência aqui do Blog, usei muito o Twitter. O Twitter é uma ferramenta fantástica! Rapidamente você pode se informar, compartilhar, conversar, opinar e reclamar sobre o que quiser. É muito boa a ferramenta. Uso o tempo todo. Este é meu nick @rodrigo_messias no Twitter.

Mas muitas vezes me vi com vontade de aprofundar um assunto e, lá, é praticamente impossível pela limitação e o objetivo da ferramenta. Assim, estou agora ressuscitando este blog, mas mudando totalmente o seu enfoque.

Espero que os visitantes gostem. Obviamente que minhas opiniões não vão agradar a todos, e o objetivo não é esse mesmo!

Usando o WWT e o WIT

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O WWT e o WIT são dois aplicativos em linha de comando que você utiliza para gerenciar um disco removível com seu Nintendo Wii. O WWT serve para criar partições, formatar disco com o sistema de arquivos WBFS que é reconhecido pelo WiiFlow. O WIT serve para manusear jogos baixados, convertê-los para outros formatos (wdf, iso, wdt, etc) e adicioná-los na partição WBFS de seu HD.

Abaixo vou colocar alguns comandos básicos para trabalhar com o WWT:

wwt l --> lista os arquivos no HD
wwt ll --> lista os arquivos com mais detalhes
wwt -a -v add --> inclui um jogo no HD/partição wbfs
wwt rm --> remove um jogo, basta informar a ID
wwt sync * --> sincroniza o diretório no computador com o HD
wwt format -f --> formata um disco em WBFS

Com o WIT você pode converter seus jogos entre os formatos ISO, WDF, etc:

wit copy arquivo.wdf arquivo.iso --> cria um arquivo .iso para queimar em DVD
wit copy arquivo.iso arquivo.wdf --> cria um arquivo .wdf para adicionar ao HD

Colaboração: Érico

Converter de VOB para AVI/MPEG

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Jogo rápido: Você quer converter um arquivo “.vob” para “.avi” ou “.mpeg”, o que fazer? Quais softwares baixar? Essa dúvida é comum e, se você usa Linux, basta instalar o FFMPEG. Numa distribuição Debian like como o Ubuntu por exemplo basta o comando abaixo:

sudo apt-get install ffmpeg

Para converter um arquivo de VOB para AVI execute o comando:

ffmpeg -i arquivo.vob -f avi -vcodec mpeg4 -b 800k -g 300 -bf 2 -acodec libmp3lame -ab 128k arquivo.avi

Para converter um arquivo de VOB para MPEG execute o comando:

ffmpeg -i arquivo.vob arquivo.mpg -vcodec mpeg4

Para unir dois arquivos MPEG execute o comando abaixo:

cat arquivo1.mpg arquivo2.mpg > arquivos.mpg

Não é possível concatenar arquivos AVI com o comando acima. Assim, se você precisa que o arquivo final seja um arquivo AVI, execute o comando acima e depois converta de AVI para MPEG com o comando abaixo:

ffmpeg -i arquivos.mpg -sameq arquivos.avi

Pronto! Agora você já tem o seu DVD convertido ou pra AVI ou pra MPEG. Aliás, você pode converter arquivos de diferentes formatos para diferentes formatos com o FFmpeg. Para saber mais consulte a documentação do projeto clicando aqui.


Restore the gnome-panel

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Você já deve ter passado por situação semelhante, a de após algum tempo utilizando o Linux com o gerenciador de janelas Gnome, querer mudar algumas coisas. Temas, ícones, cores e, inclusive, a disposição dos painéis (a barra de menu de aplicações). Veja o exemplo na imagem abaixo.

gnome-panel-customizado

Durante esse processo de personalização do Gnome, você pode, acidentalmente ou não, remover alguma configuração/recurso que torna o seu uso praticamente inviável ou insuportável. Ou ainda, você pode ter cansado da disposição do painel e querer voltar para a configuração original. E agora? Como fazer isso?  Será que tem jeito? Calma, isso é possível com basicamente três comandos:

$ gnome-session remove gnome-panel
$ gconftool-2 --recursive-unset /apps/panel
$ gnome-panel &

Pronto! Agora tudo irá voltar ao normal após você realizar um novo login. Veja o exemplo nas duas imagens abaixo:

Painel superior do Gnome:

gnome-panel-original-superior

Painel inferior do Gnome:

gnome-panel-original-inferior

Só lembrando, os comandos acima precisam ser executados na conta do usuário que precisa “consertar” o gnome-panel.

Até o próximo post!

VirtualBox – Erro após atualização do Kernel

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Se você baixou a versão mais recente do VirtualBox diretamente do site da Sun e atualizou o kernel do seu Ubuntu 8.10 ou de outra distribuição e, misteriosamente, o VirtualBox parou de funcionar. Não se preoculpe! Há solução! Veja:

Como root faça:

# /etc/init.d/vboxdrv setup

Um novo módulo será compilado automaticamente e, bingo! Tudo estará funcionando novamente!

Long Waiting…

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É verdade. A espera foi grande. Mas aqui está: mais um post! Não será técnico, será mais um pedido de desculpas pela ausência. Motivos para o atraso eu tenho aos montes… comprei meu imóvel, reformei-o, me mudei… minha filhinha nasceu! Coisas muito boas aconteceram, e essas coisas tomaram bastante o meu tempo.

Bom, voltando ao tema principalmente deste blog: Linux. Esses dias eu baixei o Beta do Ubuntu 8.10 (Intrepid). Achei-o muito bom. Uma coisa que me chamou, não necessariamente no Ubuntu, mas no kernel, foi a inclusão de centenas de drivers de webcams no kernel. Ou seja, agora muitas webcams irão funcionar de primeira, sem instalar, sem compilar… basta plugá-la.

E foi assim mesmo que aconteceu com uma webcam genérica que tenho aqui. Comprada de baciada… por 39 reais… e agora, ela funciona no Linux.

Vou escrever um post especificamente sobre esse assunto.

Nesse período de ausência, comecei a aprender coisas novas. Agora estou desenvolvendo em Java. Estou aprendendo. Mas assim que tiver alguma coisa interessante sobre programação em Java, posto algo aqui também.

E, aproveitando que já fazia muito tempo que não dava as caras por aqui, resolvi mudar o visual. O que acharam?! Comentem!

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